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Glossário

Arilsulfatase B. A enzima, também conhecida como N-acetilgalactosamina 4-sulfatase, quando deficiente, é responsável pela MPS VI. Essa enzima normalmente atua no lisossomo, degradando o glicosaminoglicano sulfato de dermatan.

Autossômico recessivo. Maneira pela qual a MPS VI e muitas outras doenças de depósito lisossômico são herdadas. Para desenvolver a MPS VI, o indivíduo precisa herdar duas cópias defeituosas do gene para arilsulfatase B — uma de cada um dos pais.

Disostose múltipla. Conjunto de múltiplas anormalidades esqueléticas e radiográficas.

Doença de depósito lisossômico. Qualquer uma das várias doenças genéticas hereditárias nas quais a pessoa tem deficiência de uma das enzimas normalmente presentes nos lisossomos. Devido a essa deficiência enzimática, alguns metabólitos celulares — o substrato que a enzima normalmente degrada — acumulam-se nos lisossomos, podendo levar a uma ampla gama de sintomas.

Doença de Fabry. Doença de depósito lisossômico causada por uma deficiência enzimática com conseqüente acúmulo de glicolipídeos. A doença de Fabry é uma das várias doenças de depósito lisossômico para as quais já existe tratamento específico.

Doença de Gaucher. Doença de depósito lisossômico causada por uma deficiência enzimática com conseqüente acúmulo de glicoesfingolipídeos. A doença de Gaucher é uma das várias doenças de depósito lisossômico para as quais já existe tratamento específico.

Esplenomegalia. Aumento patológico do baço, que muitas vezes ocorre em doenças de depósito lisossômico como MPS I, MPS VI e doença de Gaucher devido ao acúmulo excessivo de substrato.

Glicosaminoglicano (GAG). Também chamado de mucopolissacarídeo. Classe de polissacarídeos que inclui condroitina, dermatan, queratan e heparan e é encontrada em muitos tecidos conjuntivos do organismo. O acúmulo patológico de GAGs específicos — causado por deficiência de algumas enzimas específicas — é responsável por várias formas de mucopolissacaridose, ou MPS.

Hepatomegalia. Aumento patológico do tamanho do fígado, que muitas vezes ocorre em doenças de depósito lisossômico como MPS I, MPS VI e doença de Gaucher, devido ao acúmulo excessivo de substrato.

Lisossomos. Compartimentos intracelulares envoltos por membrana nos quais muitas moléculas intracelulares, como polissacarídeos e glicoesfingolipídeos, são degradadas por enzimas especializadas em suas partes constituintes (como os monossacarídeos). Uma vez degradados, esses substratos podem participar novamente do metabolismo celular.

MPS I. Mucopolissacaridose I, também conhecida como síndrome de Hurler, síndrome de Hurler-Scheie ou síndrome de Scheie, dependendo da gravidade. A MPS I é uma doença de depósito lisossômico causada pela deficiência da enzima alfa-L-iduronidase, de herança autossômica recessiva. A MPS I é uma das doenças de depósito lisossômico para as quais já existe terapia de reposição enzimática.

MPS II. Mucopolissacaridose II, também conhecida como síndrome de Hunter. A MPS II é uma doença de depósito lisossômico causada por uma deficiência na enzima iduronato sulfatase. Possui padrão de herança ligado ao cromossomo X e já possui tratamento enzimático específico.

MPS VI. Mucopolissacaridose VI, também conhecida como síndrome de Maroteaux-Lamy. A MPS VI é uma doença de depósito lisossômico causada por uma deficiência na enzima arilsulfatase B. Possui padrão de herança autossômico recessivo e é uma das doenças de depósito lisossômico para as quais já existe terapia de reposição enzimática.

Mucopolissacaridose (MPS). Família de sete doenças de depósito lisossômico, cada uma delas causada por deficiência em uma enzima específica que degrada os glicosaminoglicanos, ou GAGs (antigamente chamados de mucopolissacarídeos). Um dos tipos de MPS — a MPS III — é resultado da deficiência em qualquer uma de quatro enzimas diferentes, enquanto outro tipo — a MPS IV — é resultado da deficiência em uma de duas enzimas diferentes.

N-acetilgalactosamina 4-sulfatase. Ver arilsulfatase B.

Organomegalia. Aumento patológico de órgãos, como fígado e baço, que muitas vezes ocorre nas doenças de depósito lisossômico como MPS I, MPS VI e doença de Gaucher devido ao acúmulo excessivo de substrato.

Portador. Indivíduo que possui uma cópia defeituosa e uma cópia normal de um gene de uma doença autossômica recessiva — no caso da MPS VI, por exemplo, uma cópia defeituosa do gene para arilsulfatase B. Os indivíduos que herdam apenas uma cópia defeituosa do gene da arilsulfatase B possuem atividade enzimática suficiente para permanecer saudáveis.

Síndrome de Maroteaux-Lamy. Outro nome da mucopolissacaridose VI (MPS VI). Para obter mais informações, ver MPS VI.

Sulfato de dermatan (SD). Substrato que se acumula nos tecidos de pacientes com MPS VI. O sulfato de dermatan é um glicosaminoglicano (GAG) que normalmente está presente em diversos tecidos, entre os quais pele, valvas cardíacas, vias aéreas e esqueleto.

Terapia de reposição enzimática (TRE). Avanço mais recente no tratamento de determinadas doenças que surgem quando o organismo não produz quantidades suficientes de uma enzima (ver Enzima). Na terapia de reposição enzimática, o organismo recebe a enzima que não consegue produzir. A enzima usada na reposição é bioquimicamente idêntica à enzima normal que deveria ser produzida pelo indivíduo e, assim, acredita-se que desempenhe exatamente a mesma função. A TRE apresentou resultados positivos no tratamento de algumas doenças: Gaucher tipo 1, Fabry, MPS I, MPS II e MPS VI. A TRE pode retardar a progressão de doenças causadas por deficiência enzimática. Clique aqui para obter mais informações sobre a TRE.

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